Editorial (Julho/2019)

Desde fevereiro de 2016, nossas páginas soam as vozes dos(as) atingidos(as), mas não sabemos quando – e se – publicaremos uma nova edição. Neste momento de tantas incertezas, precisamos lembrar onde tudo começou, seus motivos, suas aspirações e a importância deste projeto para cada um de nós. O editorial desta edição traz uma carta para refletirmos sobre aquilo que sentiremos falta, mas jamais esqueceremos.

O museu do crime

Dentre as estratégias de publicidade da Fundação Renova, uma tem localização central na cidade de Mariana e funciona como atração turística. Os(As) visitantes, quando saem, levam a sensação de que sabem o que se passa nas comunidades atingidas e de que a fundação/empresas estão reparando os danos. Nós, que estamos do outro lado e vivemos a realidade, sabemos que o casarão da Renova mente, assim como a fundação. 

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Lutar é nosso direito

Manifestar é reivindicar, resistir e, acima de tudo, exigir aquilo que nos é negado diariamente: nossos direitos.

Dois Vales, o mesmo crime, da mesma vale

As duas comadres, Consebida e Clemilda, tiveram uma alegria muito grande por receber em Barra Longa os(as) atingidos(as) pelo crime da Vale, em Brumadinho. Apesar da dor, puderam sorrir mesmo com lágrimas nos olhos.

Qual é a voz do(a) atingido(a)?

Depois de mais de um ano de publicação do A Sirene, a Renova também criou seu jornal para fazer publicidade para a própria Renova/empresas. Nós não reconhecemos essas publicações.

Editorial (junho/2019)

Na capa desta edição, trazemos a foto de Valéria, moradora de Bento e jogadora do time de futsal Unidos de Bento Rodrigues (U.B.R.), para representar a união que tínhamos lá e que trouxemos para Mariana, mas, agora, de uma forma diferente e que serve de inspiração para a nossa batalha, não só dentro da quadra, mas também no nosso dia a dia.

COMO ESTÁ O

REASSENTAMENTO?

Atingidos(as) antes do rompimento | Início

Nesta edição, o Jornal A SIRENE foi até as comunidades de Barão de Cocais e Antônio Pereira entender a realidade dessas pessoas que sofrem com o risco de rompimento de barragens e o descaso da mineradora Vale. A empresa atua de forma irresponsável ao deixar os(as) moradores(as) desinformados(as). Essas comunidades são atingidas antes de qualquer rompimento porque suas principais preocupações são causadas pela Vale.

Por que voltar a Bento?

Andar por Bento Rodrigues é encarar o efeito do descaso e da crueldade das grandes empresas. A marca do rejeito de minério, que devastou a comunidade há três anos e seis meses, ainda permanece no que restou de Bento.

O crime se repete

Mais uma vez, as sirenes não tocaram. E as mineradoras nunca sofrem as consequências, mas, sim, as comunidades atingidas. Hoje, parte de Córrego do Feijão, zona rural de Brumadinho, está enterrada debaixo da lama de rejeitos da Vale, e outra parte precisa lidar com a perda de familiares e amigos, e com um cotidiano que, antes, não era cercado por lama.

Mães atingidas

No mês de maio comemoramos o Dia das Mães. Para marcar esta data, o Jornal A SIRENE traz as histórias dessas mulheres que precisam encarar os desafios da maternidade e que, ao mesmo tempo, lidam com as dificuldades de serem atingidas.

FOTOGRAFIA

REPORTAGEM ESPECIAL

COLUNAS

Em Papo de Cumadres, Sérgio Papagaio traz a prosa entre duas senhoras atingidas pela tragédia socioambiental
Em Direito de Entender, o promotor Guilherme Meneghin explica quais são os direitos das comunidades atingidas e esclarece quais são as obrigações por parte das mineradoras envolvidas

VÍDEO

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