Cotidiano

Entre o cansaço e a esperança

Se pudéssemos nos encontrar com quem éramos há três anos, o que será que diríamos dessa trajetória? Como contaríamos sobre o que (não) tem sido feito nesse tempo? Quais recados gostaríamos de dar a nós mesmos?

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O que as crianças nos ensinam

Nessa vida de luta, quem nos dá força, esperança e inspiração, com sua alegria e amor, são as crianças, os heróis e heroínas de nossas histórias

Voltar sozinha

As mulheres atingidas assumiram um protagonismo na defesa dos direitos de suas comunidades. Quando conseguem, elas participam de uma rotina intensa de reuniões. Porém, esses encontros costumam terminar tarde da noite e, geralmente, acontecem em lugares que ficam distantes de suas moradias provisórias em Mariana

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O que esconderam de nós

“Só agora que veio ao nosso conhecimento que o deslizamento de terra aconteceu no dia 15 de maio. Eles esconderam isso da gente. No mês passado, quando soubemos que havia acontecido um deslizamento no terreno da Fazenda Floresta [onde a Renova/Samarco está construindo Diques], pensávamos que fosse algo recente.”

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A nossa luta

“Primeiro, achamos que essa história acabaria depressa. […] Depois, percebemos que já estava demorando demais. Agora, já vai para três anos. […] Dizem que ‘tal coisa’ não se aplica aos critérios da empresa. E, então, perguntamos: Qual o critério que eles encontraram pra jogar rejeito na gente?”

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“Eles resolvem com mais barragens”

A rotina de Santana do Deserto se transformou novamente desde que a Fundação Renova/Samarco iniciou a limpeza na Hidrelétrica Risoleta Neves. Para a fundação/empresa, a solução para a limpeza do rio atingido foi uma das mais questionáveis: uma nova barragem para depositar os rejeitos retiradas da água.

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Aconteceu na reunião (junho/2018)

O mês de junho foi mais um período importante para debater sobre os prazos para todos os envolvidos no processo dos reassentamentos. Resumimos, a seguir, algumas dessas discussões.

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A força do Gesteira

Gracinha Lima, Gracinha Costa e Vera Lúcia acompanhavam sempre juntas as orações na Igreja Nossa Senhora da Conceição. Após o rompimento, o local fechou e o grupo de orações teve que ser reconfigurado. Ainda assim, elas fazem parte agora de uma união que mantém um pouco dos costumes da comunidade, em meio a luta pelo reassentamento.

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A morte do Arco-íris

Em homenagem ao dia Mundial do Meio ambiente nosso colunista Sergio Papagaio, morador de Barra Longa, reflete sobre a paisagem atingida da cidade

“Vai ser lá na casa do Zé Baio”

Para as comunidades da zona rural, “a casa do Zé Baio” se tornou o principal ponto de encontro para realizar assembleias e discutir direitos. Assim, a história desse lugar vem se misturando com a história desses atingidos(as)

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