Paracatu sente saudades de Águas Claras

Por Eliana Maria, Luiz França, Luzia Queiroz e Reginaldo Gonçalves

Com o apoio de Larissa Helena

Fotos: Larissa Helena

“A saudade é um sentimento presente em nossa vida de agora, e ela aumenta quando falamos de Águas Claras. Era lá que íamos ao armazém quando chegava visita em casa e não tinha o que oferecer, ou quando faltava algo para o almoço. A cerveja gelada a gente bebia era lá, além dos serviços e materiais de construção que só tinha em Águas Claras. Tempo bom quando encontrávamos os amigos e reunia todo mundo pra prosear.” As palavras de Luzia Queiroz explicam essa saudade que Paracatu sente de Águas Claras e vice-versa. O que antes fazia parte de uma rotina simples, da lista feita a lápis para a compra do mês, a conta riscada no caderninho do estabelecimento e o domingo no banco da praça, não existe mais. Só o afeto permanece.

A mercearia do Seu Lulu

Antes, a gente tinha muito contato com eles, éramos todos amigos unidos. A demanda aqui era alta. Eu vendia e entregava bastante em Paracatu. Acontece que a gente não perdeu, mas deixou de ganhar. Só que Deus sabe o que faz. Espero que as coisas se resolvam logo para que já já eles voltem, é preciso não desanimar e ter muita fé sempre.

Luiz França Carneiro (Seu Lulu), morador de Águas Claras

Bar e mercearia Rodrigues

Vinha todo mundo pra cá comprar carne, linguiça e verduras. Tempo bom, costumavam sentar ali na mesa e beber umas cervejas com torresmo. Antes, a gente matava um boi grande e acabava rápido, vendia demais. Eles faziam uma listinha do que precisava e a gente separava. Além disso, tinha o caderninho em que eu anotava o que eles iam cobrando, porque aqui não precisava pagar na hora não, podia ser fiado. Que Deus ilumine eles, dê muita força!

Eliana Maria Pena de Oliveira, moradora de Águas Claras

A venda do Cabeção

Sempre tinha entrega para Paracatu, às vezes, era ração, farelo ou então material de construção. O pessoal que morava lá tinha conta aqui, aí dava pra ir pagando as encomendas aos poucos. Eles fazem falta, porque, além de clientes, eles frequentavam Águas Claras, vinham para as festas também. Eu peço pra Deus que dê força a eles para passarem por isso e que eles não desistam, tem que ter fé!

Reginaldo Gonçalves (Cabeção), morador de Água Claras

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