Aconteceu na reunião (junho/2018)

Reunião no Centro de Convenções de Mariana reuniu as comunidades atingidas, Fundação Renova/Samarco e os órgãos públicos para discutir o cronograma para o processo de reassentamento. (Foto: Flávio Ribeiro/Jornal A Sirene)

Reunião: Plano para agenda geral de reassentamento

20 de junho, Centro de Convenções de Mariana

Embora a reunião tenha sido confusa, já que a Fundação Renova/Samarco não apresentou material de fácil leitura para os(as) atingidos(as), alguns encaminhamentos foram definidos, entre eles:

1. A comunidade de Bento Rodrigues deve avaliar se autoriza o corte das vegetações no terreno de Lavoura até o dia 10/07, e deve apresentar soluções para a madeira retirada, além de informar se irá utilizá-la e onde será armazenada;

2. A Assessoria Técnica dos(as) Atingidos(as) deve realizar reuniões sobre as diretrizes nos próximos 30 dias (contados desde o dia 21/06).

Renova/Samarco: Algumas diretrizes [que foram conquistadas na justiça e garantem direitos às comunidades], na vida real, dão um pouco de confusão.

Ana Paula Alves (Assessora Técnica da Cáritas): Por mais que todos os temas sejam urgentes, que isso não impeça os(as) atingidos(as) de participarem de outros espaços e que a gente possa assessorá-los antes, porque, durante o dia, todos trabalham, então tem que ser uma agenda que leve isso em consideração.

Marino D’Angelo (morador de Paracatu de Cima): As reuniões sobre o processo de reassentamento têm que ser levadas para a zona rural também.

Casa do Zé Baio: Reassentamento familiar

14 de junho, Paracatu de Cima

A proposta da Fundação era debater sobre prazos no processo de vistoria das casas e parâmetros justos de compensação, contudo, não houveram respostas por parte da Renova/Samarco.

Mirella Sant’Anna (moradora de Ponte do Gama): Mais uma vez, a Fundação não nos deu uma resposta, ela se sente confortável em fazer isso nesse processo que já estamos vivendo há quase três anos. As condições são as mesmas, mas tratando individualmente é muito mais fácil da Renova dobrar as pessoas, e essa união é uma coisa que a gente sente que a incomoda muito, justamente pela pressão. Não queremos nos dar bem às custas da Renova, já que ela foi criada para reparar a situação causada à gente, só queremos que ela faça isso de forma justa.

 

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