Olívia, as galinhas e seus pintinhos

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Na roça, terreiro é lugar de plantação espalhada e de criação solta. Muito diferente do apartamento em que Olivia cria duas galinhas e seus tantos pintinhos. Pode parecer um pouco inusitado, mas o apego da menina com os bichinhos rendeu até uma homenagem fraterna. Cada pintinho foi batizado com o nome de um integrante da família, os Loucos por Bento. 

Por Olivia Quintão Muniz

Com o apoio de Joice Valverde

A ideia foi do meu pai. Um bicho tava comendo os pintinhos, aí meu pai teve a ideia de trazer pra cá até eles ficarem maiorzinhos, mais espertos, para, depois, pôr lá de novo. Minha mãe falou assim: “ó, não cria esperança, que o seu pai não vai trazer eles pra cá”. Aí, no outro dia, chega meu pai com uma caixa de papelão, com a galinha e os seis pintinhos. Os pintinhos estavam debaixo da mãe, não dava pra eu ver. “Nossa, só trouxe a galinha! Cadê os pintinhos?” Meu pai disse que não tinha mais pintinhos. Aí ele foi lá, pegou a galinha e, quando tirou, tinha um tanto. Mas ele falou que ia ficar no meu quarto, só que não ficou. Meu pai falou que ia ficar muito barulhada para eu dormir, mas eu falei que queria dormir com eles. 

 

Lá em Bento, a gente criava porco, boi, galinha, cachorro, muita coisa… Muito bicho. Elas ficavam soltas. Aqui falta espaço, porque elas ficam na caixinha. A outra que a gente levou, toda hora, ficava saindo, aí, quando ela pulava pra voltar, acabava caindo em cima deles, entendeu? Aí fica meio ruim por causa disso. Se a gente tivesse um quintal maior, seria muito bom, porque poderia deixar solto. 

 

Nunca tive vontade de criar uma galinha, mas, agora, tô vendo que eu tenho muita vontade. É muito legal. Mesmo com a barulhada, é muito legal. Depois, quando devolver, eu não sei, mas acho que vou ficar bem triste. Não vai ter mais barulho, não vai ter mais pintinho, não vai ter mais o que fazer. Eu já acostumei.  

Olívia Quintão Muniz, moradora de Bento Rodrigues

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