Influenciadores(as) em tempos de pandemia

Desde o começo do enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, as redes sociais vêm se tornando cada vez mais influentes na vida das pessoas. O TikTok, aplicativo de produção de vídeos curtos e humorísticos, e o Instagram, com os famosos “desafios” de maquiagem e as postagens sobre o cotidiano, por exemplo, se tornaram destaques durante esse período de distanciamento social. Isso não foi diferente com os(as) adolescentes e jovens atingidos(as). Para boa parte deles(as), é claro, a vida de “influenciador(a)” não é exclusividade, mas muitos estão conhecendo habilidades novas e produzindo conteúdos de moda, maquiagem, música, humor, enquanto aqueles(as) que já utilizavam essas ferramentas estão desenvolvendo novos materiais e conquistando seguidores(as).

Por Alexandre Gonçalves (Alexandre da Carretinha) e Samila Caetano

Com o apoio de Iana de Paula e Júlia Militão

Meus amigos falaram que eu sou muito engraçado, eles acham engraçado o jeito que eu falo… Aí falaram pra eu colocar essas coisas nas redes sociais. E aí deve ter uns dois meses que eu comecei, eu uso mais o Instagram e o WhatsApp. Tem uma frase minha que eu fiz até desenho, fiz um monte de coisa, que os meus amigos me deram ideia. A frase é assim: “tô somando não, tô vivendo a vida, rebenta, butão! Poze!”. Aí ela ficou falada demais e “garrou”: todo mundo começou a compartilhar e falar que era bom, aí que surgiu. Aí eu posto as coisas e falo essa frase, tem até na “bio” do meu Instagram. Eu posto mais pros meus amigos mesmo, parentes, os amigos dos amigos… Depois que me falaram pra fazer isso, eu comecei a postar e deu certo mesmo.

Alexandre Gonçalves (Alexandre da Carretinha), morador de Paracatu de Baixo

Tudo aconteceu naturalmente, eu sempre gostei muito de fotos, sempre amei fotografar os outros, mas eu comecei a trabalhar mesmo com isso por acaso, através de um amigo. Desde então, as lojas que, antes me chamavam esporadicamente, começaram a me chamar sempre, aumentei bastante os parceiros por causa desse trabalho.

Eu posto sobre tudo, conteúdo que crio para os parceiros, dia a dia, maquiagem, indicações de produtos, dicas em geral, memes, família… Apesar de ser uma ferramenta de trabalho, o meu Instagram também é bastante pessoal, acho que é isso que meus seguidores mais gostam em mim.

Aí, quando eu comecei a usar o Instagram para trabalhar, pensei em limitar meu conteúdo com o que eu mais fazia na época, que era a maquiagem, mas meus seguidores mais próximos me mostraram que seria um erro, pois a maioria das pessoas que me seguem gostam de me ver, ver meu dia a dia, as dificuldades, as coisas como são e, principalmente, as minhas “palhaçadas”… Eu comecei a perceber que estava dando resultado quando muitos seguidores me perguntavam as coisas ou quando eu “sumia” e, obviamente, quando comecei a receber o retorno financeiro também. 

Como o meu trabalho fixo é na área da saúde, meu setor não parou um dia desde que começou a pandemia, minhas redes sociais ficaram bem abandonadas, eu realmente não tinha tempo, cheguei a ficar quase uma semana sem nem abrir o aplicativo. Hoje já “normalizou”, talvez, quando tudo estiver melhor, eu volte a produzir.

Samila Caetano, moradora de Bento Rodrigues

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