Obrigado(a), Dom Geraldo

(Foto: Bruna Sudário/Arquidiocese de Mariana)

Por Dom Geraldo Lyrio Rocha

Com o apoio de Tainara Torres

Depois de 11 anos como arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha encerrou suas atividades na Arquidiocese da cidade. Antes da tomada de posse de Dom Airton José dos Santos, seu sucessor, conversamos com o arcebispo como sinônimo de reconhecimento e gratidão pelo papel que a Arquidiocese tem com atingidos(as) desde o início. Uma homenagem  por toda atuação desenvolvida com as comunidades.

Que reflexão faz do período de convivência com as comunidades atingidas?

O que eu levo no coração é a esperança, porque o cristão nunca pode perder a esperança, por mais adversas que sejam as situações, ela é um dom de Deus. E isso não quer dizer, de forma alguma, cruzarmos os braços e esperar que alguma coisa caia do céu por descuido. Esperança é, movidos pela fé, nós fazermos a nossa parte sabendo que a construção do reino de Deus não depende só de nós. É dom de Deus, é graça concedida, mas ele exige a nossa participação, a nossa colaboração, o nosso empenho, o nosso compromisso. Mesmo no meio das dificuldades nós continuamos esperando dias melhores, mesmo que os problemas estejam aí e que causem um certo desalento e provoquem, às vezes, o desânimo.

Pode deixar um recado para os(as) atingidos(as), que persistem todos os dias nesse ambiente de luta?

Que ninguém desanime, mas também que ninguém procure lutar sozinho. Porque uma varinha só é fácil de quebrar. O meu desejo é ver a vida voltando ao seu curso e que todos possam ser felizes, mesmo tendo passado por tantas adversidades. Meu desejo é que ninguém desanime. Meu desejo é poder retornar aqui um dia e ver o povo feliz cantando vitória, fruto da sua união, do seu empenho e do seu esforço.

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