Com fé, a gente continua

Por Balduína Leão Gonçalves e Maria Geralda

Com o apoio e fotos de Daniela Felix e Wandeir Campos

Domingo. 17 de junho. Primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo 2018. Enquanto milhares de brasileiras e brasileiros se reuniam para assistir a partida da Seleção Brasileira contra a Suíça, os(as) moradores(as) de Paracatu de Baixo se encontravam, mais uma vez, para celebrar o seu padroeiro. Manifestação cultural da comunidade, a Festa de Santo Antônio é símbolo de um grande momento de expressão da fé e comunhão dos moradores. Além da missa, os tambores da Folia de Reis e a quadrilha da Festa Junina do Paraca também fizeram parte do dia.

Antes, para organizar a celebração do nosso padroeiro, tínhamos os “festeiros”, que eram as pessoas responsáveis. E a festa era muito animada. Tinham dois tipos de banda, barraquinhas, quadrilha das crianças, dos jovens, dos pais, e muitas outras atividades. Mas, depois dessa tragédia, todo mundo foi desanimando, porque ficou pra cá [em Mariana], separado. Só que eu percebi que isso não poderia acontecer, que as festas não podiam acabar, porque, se a gente deixar se perder, não vamos ter isso em Lucila. Então, conversei com o Padre Alex e depois com o Padre Reginaldo pra gente fazer a festa. E deu certo. No sábado, levantamos o mastro com a Folia de Reis. No domingo, fizemos a missa. Pedi pra Angélica ajudar na quadrilha e pro Tcharle levar a barraquinha dele. Isso foi para lembrar um pouco de tudo o que já aconteceu naquele lugar. Agora, vamos começar a planejar a festa do Menino Jesus. Assim, a gente resgata as nossas tradições.

Maria Geralda, moradora de Paracatu de Baixo

Desde 2008, eu faço parte do ministério da Igreja de Paracatu de Baixo. No início, eu fiquei com medo de pegar o ministério, porque é muita responsabilidade, né? Hoje sou Ministra Extraordinária da Eucaristia. Participo da festa do Santíssimo e da comunhão. Para ser ministra, a gente fez curso por um tempo e várias reuniões na Igreja. Fiz e recebi o diploma. Recentemente, fiquei um ano e meio afastada do ministério, porque estava fazendo um tratamento de saúde em Itabirito, retomei ano passado. Este ano, fiz parte da ministração da Festa de Santo Antônio e fui bem feliz, até. Dona Laura, minha comadre, estava lá. Participar daquele momento, trabalhando e cuidando da Igreja, foi muito bom pra gente saber quem foi lá e ainda fazer visitas aos irmãos doentes que não puderam participar da comunhão. Pelo dia que foi, teve até muita gente, né? Tinha jogo do Brasil e, mesmo assim, o povo foi.

Balduína Leão Gonçalves, moradora de Paracatu de Baixo

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