Bacia do Rio Doce, nossa casa em comum

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Bacia do Rio Doce, nossa casa em comum
Moradores(as) e atingidos(as) participam de Romaria em Ponte Nova

(Foto: DACOM/Arquidiocese de Mariana)

Bacia do Rio Doce, nossa casa em comum
Moradores(as) e atingidos(as) participam de Romaria em Ponte Nova

(Foto: DACOM/Arquidiocese de Mariana)

Bacia do Rio Doce, nossa casa em comum
Moradores(as) e atingidos(as) participam de Romaria em Ponte Nova

(Foto: DACOM/Arquidiocese de Mariana)

Bacia do Rio Doce, nossa casa em comum
Moradores(as) e atingidos(as) participam de Romaria em Ponte Nova

(Foto: DACOM/Arquidiocese de Mariana)

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Moradores(as) e atingidos(as) participam de Romaria em Ponte Nova

(Foto: DACOM/Arquidiocese de Mariana)

Bacia do Rio Doce, nossa casa em comum
Moradores(as) e atingidos(as) participam de Romaria em Ponte Nova

(Foto: DACOM/Arquidiocese de Mariana)

Por Angela Aparecida

Com o apoio de Padre Marcelo Moreira Santiago e Wandeir Campos

No dia 03 de Junho, as atingidas e os atingidos de Mariana e outras comunidades acompanharam a Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce que aconteceu na cidade de Ponte Nova e fez o percurso da lama ao longo do Rio Doce.

A 3ª Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce foi uma iniciativa que congregou lideranças religiosas e dos movimentos populares e sociais em toda a extensão da Bacia do Rio Doce, atingida, drasticamente, pelo rompimento da Barragem de rejeitos de Fundão, em Bento Rodrigues, distrito de Mariana. Com essa atividade, fortalecemos a luta socioambiental na defesa da vida e de nossa casa em comum. Dessa maneira, também reafirmamos nosso compromisso de permanecer ao lado dos atingidos e das atingidas em toda a extensão da Bacia, somando-nos às suas lutas e organização em prol do pleno ressarcimento das perdas que estes sofreram e do devido reparo aos danos causados ao meio ambiente.

Assim, nessa Romaria, nosso clamor orante e profético se fez mais forte pela regeneração da Bacia do Rio Doce. Denunciando a excessiva dependência econômica de muitos de nossos municípios com relação ao setor minerário; a ganância das empresas mineradoras; a negligência de governos e de órgãos públicos em sua tarefa de fiscalizar os empreendimentos minerais e a atuação da Fundação Renova, dificultando as negociações em favor dos atingidos, não cumprindo os prazos estabelecidos, como em relação ao reassentamento  das famílias, e transformando a prestação de contas de suas atividades em publicidade enganosa.

Entre cânticos, falas, celebrações, carta compromisso e caminhada festiva, pudemos abraçar o Rio Piranga, afluente do Rio Doce, plantar uma árvore com participação dos índios Krenak. A 3ª Romaria, contou com a presença de mais de 2.500 lideranças, vindas de toda Bacia. Um manifesto esperançoso e profético, religioso e político, em defesa dos direitos socioambientais das populações da Bacia do Rio Doce, alimentando suas lutas por vida, justiça e soberania popular.

Eu fui a Ponte Nova. Foi um passeio muito bom, porque foram atingidos de vários lugares e estivemos presentes com eles, trocando vivências e experiências de lutas. Uma caminhada de aproximadamente quatro horas. Demos um abraço no rio doce, circulamos a ponte, chegamos na pracinha e assistimos a missa com vários padres. Muito bonita a missa! Depois almoçamos no local reservado e viemos embora para Mariana.

Angela Aparecida, moradora de Ponte do Gama

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