Editorial (Setembro/2019)

Desde novembro de 2015, várias incertezas originadas pelo crime da Samarco, Vale e BHP Billiton cruzaram as vidas dos(as) atingidos(as). Elas ocorrem de diversas formas e em vários setores das comunidades atingidas. Em julho, o Jornal A SIRENE, veículo de comunicação de denúncia e memória dos(as) atingidos(as), feito por e para os(as) atingidos(as), deparou-se com uma dessas situações. Anunciamos uma pausa por tempo indeterminado. No entanto, A SIRENE retorna, neste mês de setembro, com o intuito de seguir sendo o espaço para as vozes das comunidades atingidas que lutam pela reparação dos danos causados pelo crime. 

Nesta edição de retorno trazemos, na capa, as obras de construção do novo Bento, em Lavoura. O reassentamento, uma das lutas dos(as) atingidos(as) desde novembro de 2015, começou a ter os primeiros tijolos colocados quase quatro anos depois. Mas isso não significa o fim da luta. Na matéria especial deste mês, trazemos relatos que reforçam a necessidade de continuarmos firmes na resistência por um reassentamento justo e pela reparação integral dos direitos. 

Construções e obras estão presentes por quase toda a edição do Jornal. Em Barra Longa, o crime que atingiu/atinge as comunidades obriga as pessoas a viverem em meio a canteiros de obras e transtornos causados por falhas no processo de reparação de moradias. Os aborrecimentos vão desde a demora na entrega das casas, algumas já prontas, até insatisfações com a qualidade e adequação das reformas.

Essas obras inacabadas, mesmo quase após quatro anos do crime, mostram o descaso em obrigar os(as) atingidos(as) a viverem um processo lento de reparação. O Jornal A SIRENE continua sendo o espaço de ecoar essas denúncias.

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