Marcas da lama

Marcas de lama nas paredes das casas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão
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Marcas de lama nas paredes das casas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão
Marcas da lama
Casas atingidas

As marcas da lama nas casas evidenciam o rejeito proveniente de um crime. (Foto: Larissa Helena/Jornal A Sirene)

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Casas atingidas

As marcas da lama nas casas evidenciam o rejeito proveniente de um crime. (Foto: Larissa Helena/Jornal A Sirene)

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Marcas da lama
Casas atingidas

As marcas da lama nas casas evidenciam o rejeito proveniente de um crime. (Foto: Tainara Torres/Jornal A Sirene)

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Casas atingidas

As marcas da lama nas casas evidenciam o rejeito proveniente de um crime. (Foto: Tainara Torres/Jornal A Sirene)

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Marcas da lama
Casas atingidas

As marcas da lama nas casas evidenciam o rejeito proveniente de um crime. (Foto: Tainara Torres/Jornal A Sirene)

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Casas atingidas

As marcas da lama nas casas evidenciam o rejeito proveniente de um crime. (Foto: Larissa Helena/Jornal A Sirene)

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Marcas da lama
Casas atingidas

As marcas da lama nas casas evidenciam o rejeito proveniente de um crime. (Foto: Larissa Helena/Jornal A Sirene)

Por Larissa Helena

É muito comum medirmos nossos sentimentos como se fossem substâncias preenchendo espaços vazios de nossos corpos. A gente diz que está “cheio de raiva”, que “a paciência chegou no limite”, que “o amor nos preenche”. É mais fácil entender ideias abstratas quando as relacionamos a ideias concretas. O nome dessa nossa forma de entender o mundo é Metáfora.

O rejeito que percorreu mais de 800km de Minas ao Espírito Santo, matando gente, rio, planta, bicho, é uma substância concreta, portanto, não é uma metáfora. A marca do rejeito nas árvores, nas casas, nas coisas, na parede da igreja e da escola, não é uma metáfora. Essa marca está lá como evidência do maior crime socioambiental da história do Brasil.

Como metáfora, esse traço marrom impregnado nas coisas por onde passou o rejeito indica o tamanho da nossa indignação e da nossa luta pelo fim da impunidade. Esse rejeito que destruiu histórias, modos de vida, memórias, cotidianos, dignidades. O nível do rejeito ajuda a entender em que nível está a nossa paciência: no limite.

Apesar de muita gente pensar assim, a marca do rejeito não está em nós, não é ela que nos preenche. Somos feitos de amor e raiva, como todos são. Hoje, o que transborda em nós, é a vontade de reconstruirmos nossas vidas com dignidade.

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