Viver e ser assim

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Viver e ser assim
O cotidiano de Seu Pascoal.

(Foto: Arturo Dinardo)

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O cotidiano de Seu Pascoal.

(Foto: Arturo Dinardo)

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O cotidiano de Seu Pascoal.

(Foto: Arturo Dinardo)

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(Foto: Arturo Dinardo)

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O cotidiano de Seu Pascoal.

(Foto: Arturo Dinardo)

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O cotidiano de Seu Pascoal.

(Foto: Arturo Dinardo)

Viver e ser assim
O cotidiano de Seu Pascoal.

(Foto: Arturo Dinardo)

Por Arturo Dinardo

Com o apoio de Larissa Helena

Veias é um workshop de fotografia itinerante que, a cada edição, se realiza em um local diferente e com novos protagonistas. Em dezembro passado, 10 fotógrafos receberam 10 missões para contarem sobre as histórias que ainda resistem na área atingida de Paracatu. A partir de uma intensa vivência entre fotógrafo e fotografado, 10 ensaios foram produzidos, conectando e documentando, de maneira sensível, a essência da comunidade.

 

Lá se vai Paracatu, Bento e Valadares,

Mar de Lama em Linhares.

Acabou-se o que era Doce.

Pelo minério, pelo erário.

A falta de critério, a morte do operário.

Do alto do cemitério, se avista a enxurrada.

Casas, ruas, escolas e até o sino da igreja.

Diante da memória levada, o olho mareja.

 

Nos dois dias em que estive em Paracatu, acompanhei o dia a dia de Seu Pascoal, um dos moradores atingidos que ainda mora lá. Através de sua simplicidade, pude compreender que a rotina dele, e de quase todos os moradores de Paracatu, possui uma forte relação com a natureza daquele local. Percebi logo de cara que a lama causou uma ruptura nessa rotina, o que fez com que os moradores que ali permaneceram tivessem que se adaptar às muitas exigências causadas pelo impacto ambiental. Os filhos e a mulher de Seu Pascoal hoje vivem em Mariana e, toda semana, algum membro da família vai a Paracatu visitá-lo, levando algo que ele precisa ou mesmo só para fazer companhia. Seu Pascoal escuta rádio todo dia, presta atenção nas notícias e ouve suas músicas preferidas. Sua televisão queimou, agora fica apenas como enfeite na estante, esperando por conserto. Apesar de todas as dificuldades, ele, no alto dos seus 79 anos, está sempre com o cigarro de palha por perto e não perde o bom humor. Uma vitalidade que surpreende a todos. Essa disposição e superação foram o combustível para inspirar minhas fotografias. Quis mostrar o contraste entre sua luta diária pela sobrevivência e a rotina de esperas. Espera pela família, espera pelo retorno dos amigos que ali viviam, espera por algo que, de certa forma, conforte as perdas após a lama. Esperas que, sabemos, talvez nunca cheguem ao seu objetivo.

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