#ReparaçãoIntegral

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#ReparaçãoIntegral

Carlos Alberto Barbosa, morador de Paracatu de Baixo

Fonte: Fotos divulgadas nas redes sociais da Assessoria Técnica da Cáritas.
#ReparaçãoIntegral

Genival Paschoal, morador de Bento Rodrigues

Fonte: Fotos divulgadas nas redes sociais da Assessoria Técnica da Cáritas.
#ReparaçãoIntegral

Bruna Carneiro Lisna Silva, moradora de Ponte do Gama

Fonte: Fotos divulgadas nas redes sociais da Assessoria Técnica da Cáritas.
#ReparaçãoIntegral

José Vicente Fortunato, morador de Campinas

Fonte: Fotos divulgadas nas redes sociais da Assessoria Técnica da Cáritas.
#ReparaçãoIntegral

Angela Aparecida Lino de Santana e Mateus Junior Lino de Santana, moradores de Ponte do Gama

Fonte: Fotos divulgadas nas redes sociais da Assessoria Técnica da Cáritas.

No dia 24 de agosto, os(as) atingidos(as) e os advogados das empresas Samarco/Vale/BHP Billiton se reuniram virtualmente com a juíza da Comarca de Mariana, Marcela Decat, para definir os valores de compensação. A expectativa por essa audiência era muita, pois se trata de um tema já discutido em ocasiões anteriores, mas sem que se chegue a um acordo. E, dessa vez, não foi diferente. Novamente, a audiência foi encerrada sem uma decisão da juíza, que ofereceu um novo prazo para que as mineradoras apresentem uma outra proposta. Os(As) atingidos(as) defenderam, nas suas redes sociais, uma compensação justa, de acordo com proposta construída em parceria com a Assessoria Técnica da Cáritas, com base em estudos técnicos.

Por Genival Paschoal e Mirella Lino

Com o apoio de Joice Valverde e Wigde Arcangelo

Nós estamos em plena pandemia e, mesmo à distância, ainda estamos lutando como podemos para defender o trabalho construído com nossa assessoria. Foram mais de cinco reuniões discutindo os assuntos. No reassentamento familiar, estamos lutando para que tenhamos uma conversão justa, porque, até agora, só estamos levando prejuízo com as propostas das mineradoras. Nós, atingidos de Paracatu e de Bento Rodrigues, estamos, há quase cinco anos, à espera de uma solução para os nossos imóveis, que têm inúmeros problemas nos reassentamentos coletivos. Entre eles, podemos citar o tamanho da área, que não é o mesmo do de origem e, em muitos casos, não vai dar nem pra colocar tudo aquilo que tínhamos no terreno. Há imóveis em que faltam testadas, assim como existiam imóveis que tinham recursos hídricos (córregos, nascentes…). Outros não tinham, mas o rio era perto e podia buscar quando quisesse. A água encanada era de graça, podia usar para cuidar dos animais e para irrigação das plantas. Nos reassentamentos está prevista a cobrança da água com hidrômetro. Agora, imagine só: você tinha tudo de graça, lá na roça, não pagava nada; agora, nos reassentamentos, teremos que pagar água, que ninguém sabe o valor que vai ser. Pelo que estamos vendo, vai ser só os que têm boas condições financeiras que vão poder ter criações em casa e quintal cheio de plantações.

Genival Paschoal, morador de Bento Rodrigues

A gente tava usando esse modelo de postagem, principalmente da hashtag reparação integral [#REPARAÇÃOINTEGRAL] nas redes sociais, porque, como a gente tá no meio de uma pandemia e a audiência ia ser on-line, não daria para os atingidos participarem, né? Só os representantes. Geralmente, quando é no fórum, a gente consegue fazer uma pressão lá fora e ficar um pouco dentro da sala em que a audiência acontece também e, nesse formato, agora, a gente não ia conseguir ter isso. Então, pra tentar fazer uma pressão na juíza e ter uma participação dos atingidos, a gente tava usando esse formato das fotos.

Mirella Lino, moradora de Ponte do Gama

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