Atingidos protestam contra omissão no processo de reassentamento

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Atingidos protestam contra omissão no processo de reassentamento
Atingidos encontraram no protesto o único meio de obterem respostas sobre o reassentamento

Mesmo com a manifestação pacífica, a própria Tropa de Choque decidiu o momento em que o protesto deveria terminar. (Foto: Daniela Felix/Jornal A Sirene)

Atingidos protestam contra omissão no processo de reassentamento
Atingidos encontraram no protesto o único meio de obterem respostas sobre o reassentamento

Mesmo com a manifestação pacífica, a própria Tropa de Choque decidiu o momento em que o protesto deveria terminar. (Foto: Daniela Felix/Jornal A Sirene)

Atingidos protestam contra omissão no processo de reassentamento
Atingidos encontraram no protesto o único meio de obterem respostas sobre o reassentamento

Mesmo com a manifestação pacífica, a própria Tropa de Choque decidiu o momento em que o protesto deveria terminar. (Foto: Daniela Felix/Jornal A Sirene)

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Mesmo com a manifestação pacífica, a própria Tropa de Choque decidiu o momento em que o protesto deveria terminar. (Foto: Daniela Felix/Jornal A Sirene)

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Atingidos encontraram no protesto o único meio de obterem respostas sobre o reassentamento

Mesmo com a manifestação pacífica, a própria Tropa de Choque decidiu o momento em que o protesto deveria terminar. (Foto: Daniela Felix/Jornal A Sirene)

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Atingidos encontraram no protesto o único meio de obterem respostas sobre o reassentamento

Mesmo com a manifestação pacífica, a própria Tropa de Choque decidiu o momento em que o protesto deveria terminar. (Foto: Daniela Felix/Jornal A Sirene)

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Atingidos encontraram no protesto o único meio de obterem respostas sobre o reassentamento

Mesmo com a manifestação pacífica, a própria Tropa de Choque decidiu o momento em que o protesto deveria terminar. (Foto: Daniela Felix/Jornal A Sirene)

Atingidos protestam contra omissão no processo de reassentamento
Atingidos encontraram no protesto o único meio de obterem respostas sobre o reassentamento

Mesmo com a manifestação pacífica, a própria Tropa de Choque decidiu o momento em que o protesto deveria terminar. (Foto: Daniela Felix/Jornal A Sirene)

Atingidos protestam contra omissão no processo de reassentamento
Atingidos encontraram no protesto o único meio de obterem respostas sobre o reassentamento

Mesmo com a manifestação pacífica, a própria Tropa de Choque decidiu o momento em que o protesto deveria terminar. (Foto: Daniela Felix/Jornal A Sirene)

Por Wandeir Campos

Imagens: Daniela Felix

“Hoje é o dia 5, dois anos e cinco meses do rompimento da Barragem de Fundão e viemos fazer uma manifestação. Como somos minoria, no momento que começamos a intervir no trânsito, a polícia veio aqui e liberou os carros. Onde está os nossos direitos? Nem a polícia está do nosso lado.”

Claudinei Marques da Silva, morador de Bento Rodrigues

Os (as) atingidos (as) de Bento Rodrigues realizaram, na madrugada desta quinta-feira (05), uma manifestação na BR MG-129, que dá acesso ao subdistrito e às mineradoras. No dia em que se completam dois anos e cinco meses da tragédia/crime, eles se mostram insatisfeitos com o tratamento da Fundação/empresas e reivindicam  uma reunião com o presidente da Renova, o Ministério Público Estadual de Minas Gerais e a Prefeitura de Mariana, diante da longa espera e da falta de informações concretas sobre o processo de reassentamento da comunidade.

Reassentamento de Bento: É pra já!

Com cartazes escritos: “Queremos nossas casas, queremos respeito, queremos o nosso Bento de volta”, e apelos que denunciam os abusos das empresas criminosas, além de angústias que persistem há mais de dois anos, a manifestação durou menos que o tempo previsto, já que foi dispersada por 15 policiais militares e 11 da tropa de choque. Em menos de trinta minutos a fila de carros e ônibus teve a passagem liberada, devido a pressão por parte dos policiais. A justificativa, segundo a corporação, foi de que os manifestantes já tinham causado o impacto suficiente.

“Estamos batalhando há dois anos e quando a gente vem reivindicar nossos direitos, porque a Renova e a Samarco estão enrolando a gente, somos tratados como bandidos e  mandam um batalhão de choque e polícia para espantar gente.”

Paula Alves, moradora de Bento Rodrigues

As principais reivindicações

  1. Informações precisas e transparentes do processo de reassentamento, cada etapa concluída e quais devem acontecer para iniciar as obras, mesmo sabendo que depende de terceiros, queremos uma estimativa de prazos;
  2. Uma reunião com o presidente da Renova dentro de 15 (quinze) dias, a partir dessa data, com local e horário definido pelos atingidos. Entendemos que para acabar com a burocracia e conter essa enrolação temos que discutir o formato que temos hoje, onde os acordos têm uma escala, queremos otimizar essa escala e dialogar para firmar acordos com funcionários que possam decidir. Muitas das discussões se arrastam por falta de autonomia dos que estão em diálogo com os atingidos;
  3. Uma reunião com o Ministério Público Estadual de Minas Gerais, na pessoa do Procurador Geral de Justiça dentro de 15 (quinze) dias, a partir dessa data, com local e horário definidos pelos atingidos. Queremos discutir o formato das negociações com as empresas. Entendemos que o modelo atual é desfavorável para os atingidos, onde o ambiente é hostil e inibidor. Defendemos que os acordos sejam firmados entre atingidos e empresas num local que propicie o diálogo aberto e que os atingidos sejam ouvidos e tenham suas sugestões consideradas, com mediação do Ministério Público local (dr. Guilherme de Sá Meneghin) e posteriormente homologados pelo judiciário;
  4. Uma reunião com o prefeito de Mariana, dentro de 15 (quinze) dias a partir dessa data, com local e horário definido pelos atingidos. Queremos explicações da omissão e complacência do poder público com toda essa situação, o poder público não pode renunciar seu povo, não somos alienígenas, somos filhos dessa cidade, mas estamos condenados a nossa própria sorte;
  5. Exigimos que as empresas divulguem em rede nacional uma nota assumindo que são culpadas pelo mal causado aos atingidos durante esses quase dois anos e meio, reconhecendo as obrigações de suas ações e não melhorias para o meio ambiente e na vida das pessoas, além de realizar campanhas contra hostilização que sofremos diariamente;

Leia na íntegra a carta de exigências dos atingidos neste link.

Intimidada pelo protesto, que contou com a participação de cerca de 30 atingidos(as), a Fundação Renova/Samarco agendou com os  moradores uma reunião emergencial para a tarde desta quinta-feira, a fim de tratar das reivindicações apresentadas pelos moradores.

“Estamos humilhados na cidade de Mariana e depois de dois anos que resolvemos fazer alguma manifestação pacífica, somos nós, os bandidos da vez. Até batalhão de choque que vieram. Foram 20 mortes. E nós que somos tratados como criminosos.”

Marinalva dos Santos Salgado, moradora de Bento Rodrigues

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