Papo de cumadres: dois anos de lama e lágrimas

Pássaro preso na gaiola. (Foto: Lucas De Godoy/Jornal A Sirene)
(Foto: Lucas De Godoy/Jornal A Sirene)

Por Sergio Papagaio

– Consebida diz: cumadre, já se faz dois anus que a barrage estorô e até hoje a lama ês num istancô.

– É mês cumadi, a lama continua a vazá e a nós tudu prejudicá.

– Há dois anus atrás nós falava das duença, que já era pra tê saradu, mais elas só tem aumentadu.

– Cê num viu Sofia, continua com alergia, e ainda tem disintiria.

– E compadre Malaquia, anu passadu só bibia, agora tá fumanu um tipo doidu de cigarru com seu fiu Gustavo.

– Sua fia Marinha, em dois mil e dezesseis engravidou dos homi da Companhia. Hoje carrega nus braçu sua segunda fia.

– O cumpadi Zé Geraldo que parecia tá loucu, morreu hoje, agora há poucu.

– Este crime da Samarcu é mesmu sem precedente, ele veio, foi pra matar a gente, causandu dor em nós e em nossos parente.

– Mais nós pricisa lembrá, tem hora que nós custuma ganhá.

– U que cê tá querenu falá?

– Põe sintidu nu que eu tô te contanu, em Mariana, quem se senti atingido tem o direitu de ter seu cadastru prenchidu, é mais uma vitória deste povo sufridu.

– Em Barra Longa consiguimu assessuria, um exemplu pra toda a bacia.

– E com u povo du Parque de Exposição de Barra Longa,  tivemu uma vitória tão grande que até em Regência resplande.

– Pra mostra prus atingidu se o povo tivé unidu, organizadu pelo MAB e protegidu pelos MPE e MPF, junto com as comissão e assessuria, poderemos ter vitória em toda a bacia.

– Qué dizê, se eu tô intentenu, pru povo ter seus direitu atendidu só precisa ficar unidu?

– E aceitá trabaiá juntu com us parceiru, que são tudu intendidu.

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