Papo de Cumadres: judicialização

Consebida e Clemilda estão confusas com a tal judicialização, proposta pelo Governo do Estado mineiro a revelia, e endossado pela defensoria.

Por Sérgio Papagaio

– Cumadre Clemilda, minha amiga du coração ocê sabe u que è essa tar judicialização?  

– É uma coisa que vem de cima, iguar quandu u Brasil começô, é a historia contada pelo opressô.

– U istadu das Minas Gerais foi inventadu pelus garrimpeirus gente de pele iscura trazidos lá da África, mais u ouru sempre ficô com u povo brancu, que us negrus iscravizô, agora u guvernu e a denfessoria, rasgô nossa alforria.

– Cume que è, quandu issu comessô?

– Balançaru a áuvore da injustiça e todós os injustos que caíram usaram para resouver nosso casu.

– Cumade que ceguera é esta da justiça, que nois que num sabe lê tem que desenhá pamode ês intendê?

– É iguar um jogu de futibó, iscuta procê intendê, se u juiz é du time du ladu  direitu du campu, u time du ladu isqueudu nunca vai vencê.

– Eu vô te contá procê cumpriendê eu plantei quinze vara de eucalipe na minha baxada rompeu a barrage da samarcu e a lama passou pela primeira, pela segunda, pela terça vara iscorreu até a décima segunda vara e eu num incontrei nu caminho nada que nus ampara. 

– Então essa tar judicialização é mais lama que vem lá da mineração, com o intuitu de cubri de barru u que sobrô desta sufrida população.

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