Papo de Cumadres: mais um vagão do trem da saúde

Consebida e Clemilda estão aborrecidas com a atitude da prefeitura, que partiu para a judicialização do plano emergencial em saúde, construído em conjunto com a assessoria e os atingidos, ajuizou, sem a nossa participação, num total processo de exclusão.

Por Sérgio Papagaio

– Cumadre Clemilda, já faz quase 5 anu que a barrage foi estoranu e tanta gente matanu, e por causa du rompimentu todu dia a morte carrega gente em toda bacia, e ês vem discuti u planu emergenciá de saúde, ês divia emplantá era um planu funerá, pra repará as pessoa que a morte leva pru outru ladu em nome da fundação sem pidi comprovação.

– É cumadi minha fia, cê falô tudu sem dexá nada fartá, dispois de 5 anu é mesmu um pranu funerá, sem u nexu carsal precisá prová, u rompimentu da barrage me carsô muita tristeza e até me fez chorá, mas u pió desta situação é a tar fundação, que u crime todu dia renova, sem fazer reparação.

– Eu oio nossa saúde, parece u trem da vale que tá passanu us vagão é tudu iguar mas nu finar tem sempre um vagão novu e é este que traz a duença pra querê nus matá.

– Cumade u que mais me faz ispantá é vê um motorita de ônibus querê avião pilotá.

– Uai entendi não.

– Cumadi prestenção a perfeitura de Barra Longa levô u pranu de saúde pra ajuizá, sem us atingidu consurtá, ele foi por todos nóis construidu, assessoria, atigidu e secretaria de saúde, e nu finar trataru nóis com excrusão, levaru u planu de saúde pru juiz fazer comprovação, ele istudô direitu, foi medicina não, é u mesmu que levá um processu judiciá pra um medicu avaliá.

– Agora tô intendenu u que tá acontecenu neste trem da saúde, é tanta cufuzão que a gente num sabe se ele carrega a morte ou a solução.

– É cumadi agora vô ti falá u trem que istá a passá nunca caregô a solução, ele sempre caregô a moute em muitus de seus vagão.

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