Papo de Cumadres: cinco anos do Jornal A SIRENE

Consebida e Clemilda estão agradecidas nesta data onde o jornal A Sirene completa 5 anos de informação, emoção e comunicação, muitas vezes sendo a única voz do atingido, neste mundo de embromação.

Por Sérgio Papagaio

– Cumadre Clemilda há cincu anu nós tem vistu o jorná A Sirene levanu nossu gritu pra tudu enquantu é cantu.

– É Consebida minha cumadi e amigas se num fosse u jorná A Sirene, nois tava muda sem nossus pobrema com a Renova, podê denunciá.

 – Issu é uma grande veudade, escuta u que eu vô te falá,pra nois a renova trás ispim e as rosas ela publica nas grande mídia pru zotu achá assim, que nossas vida é um jaudim. 

– É cumadi a renova brinca até com a decisão judiciá.

– U que oçê ta querenu falá?

– U juiz disse que tudu enquantu é atingidu, tinha di cê ouvidu antes de tê pela metade u seu cartão reduzidu, e era pra corta só de pecadô de subisistência  e di agricultura família.

– Mas istu num faz sintidu, ês cortaru de quase todus os atingidu, sem respeitá u que u juiz havia dicididu.

– Uai, estu põe a fundação acima da lei desta nação e nu tiatru da justiça ela é a protagonista e a  majistratura apenas figura.

– Cumadre repara esta justiça trabaiá, há 5 anos, nois vil a barrage da samarcu istorá, que horrô há 2 dois anos foi a barrage da Vale que istorô, hoje nois ta venu u povo da  Amazonas onde tem mais ar sem consequi respirá.

–  Cumadi a mais morta de todas as barrage é a de Brasilia, e ta fazenu força pra num istorá, continua lá com toda lama dentru fazenu a gente pená. 

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