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Chega de sofrer calada – Segunda parte

As mulheres estão na linha de frente da luta. Elas sempre foram as responsáveis pelo cuidado da casa, da família. Às vezes, ela trabalha fora e ainda está presente nas reuniões, trazendo uma pauta que não é só dela, que não é só sobre o cartão dela, mas é a pauta da família que está com a moradia trincada e precisa sair porque está em situação de risco.

Chega de sofrer calada

Além do desafio de não serem reconhecidas como trabalhadoras pelas empresas causadoras dos danos (Samarco, Vale e BHP Billiton) ao serem consideradas como dependentes dos maridos no processo de cadastramento, as mulheres também sofrem com o assédio dos trabalhadores das terceirizadas contratadas para atuar nas comunidades.

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Editorial/Janeiro 2019

Nesta primeira edição publicada em 2019, o Jornal A SIRENE traz, como capa, a imagem de uma cadeira vazia e enferrujada. As marcas do tempo manifestadas nela e o vazio que ela representa, simbolicamente, é um convite que fazemos aos nossos leitores para que “se assentem” e reflitam a respeito de um tema velho, mas que permanece recorrente em nossas comunidades: o assédio.

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Não reconhecidas

“A empresa me considera dependente do meu marido e, para ela, tenho direito a receber 20% do que ele recebe. Eu não vivia de porcentagem, eu tinha meu salário e é um absurdo eu não ser reconhecida até hoje. Eu tinha um salão domiciliar, já tinha toda a estrutura, e era o único em Gesteira. Isso está no meu cadastro, mas eles disseram que não conheciam a minha história. Não se interessaram, né? Porque estava tudo lá.”

Voltar sozinha

As mulheres atingidas assumiram um protagonismo na defesa dos direitos de suas comunidades. Quando conseguem, elas participam de uma rotina intensa de reuniões. Porém, esses encontros costumam terminar tarde da noite e, geralmente, acontecem em lugares que ficam distantes de suas moradias provisórias em Mariana

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A força do Gesteira

Gracinha Lima, Gracinha Costa e Vera Lúcia acompanhavam sempre juntas as orações na Igreja Nossa Senhora da Conceição. Após o rompimento, o local fechou e o grupo de orações teve que ser reconfigurado. Ainda assim, elas fazem parte agora de uma união que mantém um pouco dos costumes da comunidade, em meio a luta pelo reassentamento.

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