As conversas de calçada

As calçadas de Bento são uma das coisas que as crianças do subdistrito têm sentido mais falta. As várias calçadas ocupadas por Ana Luiza, Isabela, Maria Eliza, Raquel têm uma porção de histórias pra contar. As meninas, com outras crianças, trocavam segredos, conversavam, contavam piadas e faziam bagunça nesses espaços.

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Celebrar no nosso território

Neste mês de setembro, a fé e a união estiveram presentes na Festa do Menino Jesus, em Paracatu de Baixo, e na Festa de Nossa Senhora das Mercês, em Bento Rodrigues. Em ambas as festividades, foram celebradas missas nas igrejas tradicionais das comunidades e, depois, os fiéis seguiram em procissão carregando as imagens santas pelas ruas atingidas.

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Não seremos ouvidos sobre o futuro do nosso patrimônio?

Após o rompimento da Barragem de Fundão, a comunidade de Bento Rodrigues começou a discussão sobre, no futuro, tornar o território um museu. A partir de abril de 2016, o Ministério Público, em conjunto com o Conselho de Patrimônio de Mariana (Compat), propôs o tombamento de Bento Rodrigues. No entanto, algumas críticas foram levantadas pelos atingidos(as) que afirmam que propostas não estão envolvendo a comunidade de forma efetiva.

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Por que voltar a Bento?

Andar por Bento Rodrigues é encarar o efeito do descaso e da crueldade das grandes empresas. A marca do rejeito de minério, que devastou a comunidade há três anos e seis meses, ainda permanece no que restou de Bento.

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Ficam as memórias

[vc_row][vc_column][thb_gap height=”50″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Entre as muitas mudanças na vida e no cotidiano dos(as) atingidos(as), algumas certamente são…

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Pelas janelas de Areal

Assim como uma ponte que liga uma cidade à outra, nas janelas de Areal-ES existe uma força que une, uma paisagem em comum. Em cada janela quadrada presente nas fachadas destas moradias, avistam-se as motos, as bicicletas, os(as) moradores(as), as águas do rio Doce e os tubos de gás da empresa Petrobras.

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Tradição em risco

Muitos(as) moradores(as) de Rio Doce aprenderam a garimpar e a pescar ainda jovens. Era ali, na beira do rio, que os(as) garimpeiros(as) e pescadores(as) mais velhos(as) ensinavam o ofício e perpetuavam o seu legado.

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