Chega de sofrer calada – Segunda parte

As mulheres estão na linha de frente da luta. Elas sempre foram as responsáveis pelo cuidado da casa, da família. Às vezes, ela trabalha fora e ainda está presente nas reuniões, trazendo uma pauta que não é só dela, que não é só sobre o cartão dela, mas é a pauta da família que está com a moradia trincada e precisa sair porque está em situação de risco.

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Chega de sofrer calada

Além do desafio de não serem reconhecidas como trabalhadoras pelas empresas causadoras dos danos (Samarco, Vale e BHP Billiton) ao serem consideradas como dependentes dos maridos no processo de cadastramento, as mulheres também sofrem com o assédio dos trabalhadores das terceirizadas contratadas para atuar nas comunidades.

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As conquistas de Gesteira

Há pouco mais de um ano e meio, os(as) atingidos(as) de Gesteira, distrito de Barra Longa, tinham poucas ações efetivas em relação ao reassentamento da comunidade.

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Lutas e conquistas

Na edição especial de três anos do rompimento da Barragem de Fundão, o jornal A SIRENE trás o resumo das lutas e conquistas dos(as) atingidos(as). Confira!

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Como posso ser indenizado em Londres?

Nas últimas semanas, alguns jornais mineiros abordaram o caso de um escritório de advocacia internacional chamado SPG Law, que irá mover, em Londres, uma ação contra a BHP Billiton – uma das empresas controladoras da Samarco. Segundo as informações veiculadas, atingidos(as) de toda a Bacia do Rio Doce poderão ingressar no processo que, em caso de sucesso, indenizará as vítimas do crime de Fundão no exterior.  

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Não reconhecidas

“A empresa me considera dependente do meu marido e, para ela, tenho direito a receber 20% do que ele recebe. Eu não vivia de porcentagem, eu tinha meu salário e é um absurdo eu não ser reconhecida até hoje. Eu tinha um salão domiciliar, já tinha toda a estrutura, e era o único em Gesteira. Isso está no meu cadastro, mas eles disseram que não conheciam a minha história. Não se interessaram, né? Porque estava tudo lá.”

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