Fazer pelo outro

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O grupo Confraria Capim Canela ajudou no recolhimento dos mantimentos e na entrega das doações em cidades distintas. (Foto: Confraria Capim Canela/Divulgação)

Por Keila dos Santos, Marinalva dos Santos e Milton Sena

Com o apoio de Silvany Diniz e Wandeir Campos

Em novembro e dezembro, muitas cidades de Minas Gerais sofreram com as pancadas de chuva. Os municípios de Caeté, Rio Casca, Bom Jesus do Galho, Urucânia, Santa Cruz do Escalvado, São Pedro dos Ferros, Santo Antônio do Grama e Piedade de Ponte Nova foram os mais prejudicados com as enchentes e  desabamentos. Ainda, os distritos Águas Férreas e Vista Alegre, que pertencem respectivamente as cidades de São Pedro dos Ferros e Rio Casca, receberam parte dos destroços carregados ao longo da enxurrada e seus moradores tiveram muito trabalho para limpar a área.

Diante disso, os atingidos pela Barragem de Fundão sentiram a necessidade de fazer por essas pessoas aquilo que, um dia, precisaram que fizessem por eles. O sentimento de ajudar o próximo falou mais alto e as comunidades se uniram para arrecadar doações em prol das vítimas das chuvas.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row css=”.vc_custom_1515760280935{margin-top: 24px !important;}”][vc_column][thb_border][vc_column_text]Fazer pelas vítimas das enchentes parte do mesmo sentido que a gente fez aqui na cidade de Mariana há dois anos, na época do rompimento da barragem. Nessas enchentes que tiveram nas regiões de Minas Gerais, não foi difícil de ajudar o próximo e mobilizar as pessoas daqui, porque temos a experiência desses dois anos que lutamos contra a Samarco. Entendendo que é necessário ajudar, arrecadar e fazer chegar, às vítimas, as doações. É esse o sentido do serviço comunitário, o comunitário abrange não só a sua cidade, mas toda e qualquer comunidade que necessite de ajuda. É um serviço normal, é cansativo, você se doa nisso, mas é um serviço que traz a recompensa de você estar ajudando e fazendo o bem. É uma necessidade que você vê. Isso já se tornou automático depois do que nós vivemos aqui. Você viveu aquilo, sentiu aquela dor, então você corre para ajudar, para buscar amenizar a dor do outro, que está perdendo casa, perdendo parentes, perdendo tudo. A primeira cidade a ser atingida foi a minha: Caeté. Com isso, meus filhos e eu já começamos a juntar tudo o que tínhamos e falar com o povo daqui de Mariana para ajudar também. Só aqueles que já passaram por situações difíceis assim sabem como é lidar com a dor da perda, por isso, precisamos conscientizar a todos sobre a necessidade de ajudar o próximo. O pessoal da Confraria Capim Canela nos ajudou muito. Eles já levaram uma parte das doações e, no Natal, levamos a outra parte.

Milton Sena, morador de Mariana

[/vc_column_text][/thb_border][/vc_column][/vc_row][vc_row css=”.vc_custom_1515760250285{margin-top: 24px !important;}”][vc_column][thb_border][vc_column_text]Foi uma coisa muito triste o que aconteceu com as pessoas de Minas Gerais que foram vítimas da chuva. Saí juntando tudo o que eu tinha, abri meu guarda-roupa, separei roupas e água. Falei com meus parentes e eles também ajudaram. Foi bom ter ajudado, mas senti uma tristeza, mesmo ajudando as pessoas que estavam precisando. Senti que eu estava no dia da tragédia novamente. Muitos atingidos daqui de Mariana também ajudaram. Quando nós precisamos, muitos nos ajudaram, estamos apenas retribuindo aquilo que foi feito pela gente no dia do rompimento da barragem.

Marinalva dos Santos, moradora de Bento Rodrigues

[/vc_column_text][/thb_border][/vc_column][/vc_row][vc_row css=”.vc_custom_1515760239254{margin-top: 24px !important;}”][vc_column][thb_border][vc_column_text]Eu vi passando na tevê toda aquela tragédia e me veio na memória tudo o que passamos e o quanto fomos ajudados pelo mundo inteiro. Logo comecei a falar com as pessoas do Bento pra levarmos doações aonde estavam os pontos de coleta. Eu doei material de limpeza e de higiene pessoal. Poder ajudar, pra mim, foi uma forma de retribuir o que foi feito para nós com tanto amor. E também poder ajudar o próximo é a melhor coisa do mundo.

Keila dos Santos, moradora de Bento Rodrigues

[/vc_column_text][/thb_border][/vc_column][/vc_row][vc_row css=”.vc_custom_1515760222789{margin-top: 24px !important;}”][vc_column][thb_border][vc_column_text]Quando aconteceu as chuvas e apareceu notícias sobre as enchentes, alguns alunos da Escola de Bento  junto com suas famílias resolveram arrecadar mantimentos de casa em casa, principalmente de desconhecidos da cidade de Mariana e moradores de Bento Rodrigues que pudessem contribuir para ajudar as vítimas. Muitos pais, assim que saíam do serviço passavam nas casas, recolhiam e deixavam com os guardas responsáveis para enviarem àqueles que estavam precisando.

Silvany Diniz, professora da E.M. Bento  Rodrigues

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