Uma saudades, um desejo

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Por Antônio José da Silva (Izé), Marlene dos Reis, Maria das Graças Quintão, Madalena dos Santos
Com o apoio de Wandeir Campos[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][thb_gap height=”30″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][thb_border][vc_column_text]Mais um ano se foi e, mais uma vez, a lama parece continuar escoando em nossas vidas. Nem mesmo o tempo é suficiente para que as consequências do crime sejam amenizadas. Enquanto isso, a saudade dos nossos costumes só aumenta. Longe da vida que levávamos, tivemos que reinventá-los, dar novo sentido a eles. As festas de fim de ano que fazíamos, por exemplo, eram momentos de encontro, de compartilhamento e de intimidade. Hoje, são também motivos para fortalecer os laços e unir forças pela busca dos nossos direitos.[/vc_column_text][/thb_border][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][thb_gap height=”30″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”2/3″][thb_border style=”style2″][vc_column_text]As comidas que fazíamos eram pernil ou lombo assados. Não fazíamos aves, porque diziam que dava azar. Aves eram só no Natal. Quanto aos doces, não podia faltar o arroz doce e o doce de pão, ou seja, era uma comilança total, porque, além de comer em casa, ainda saíamos “catando” nas casas dos(as) parentes e vizinhos(as). Era uma época muito boa. Hoje, passamos o Natal lá no Bento, só que falta muita gente. Depois daquele maldito 5 de novembro, nossas comemorações de final de ano nunca mais foram as mesmas.

Maria das Graças Quintão, moradora de Bento Rodrigues

[/vc_column_text][/thb_border][/vc_column][vc_column width=”1/3″][vc_column_text]

AGILIDADE

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][thb_gap height=”30″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”2/3″][thb_border style=”style2″][vc_column_text]O Ano Novo lá no Gama é assim: já começa a preparação desde o começo do mês de dezembro. Vamos juntando os primos e os amigos e cada um leva o que pode para o salão. A janta, decidimos entre nós mesmos. Daí, sai um tropeiro com arroz, uma farofa e salpicão. Não nos importamos muito com o cardápio, pois, na verdade, o que queremos mesmo é terminar o ano unidos… A gente se despede do ano rezando. Quando dá meia-noite em ponto, de mãos dadas, agradecemos por mais um ano que está começando. Depois dos fogos e dos abraços, a festa continua.

Madalena dos Santos, moradora de Ponte do Gama

[/vc_column_text][/thb_border][/vc_column][vc_column width=”1/3″][vc_column_text]

UNIÃO

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][thb_gap height=”30″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”2/3″][thb_border style=”style2″][vc_column_text]Lá em Paracatu, o nosso Ano Novo era no buteco do meu pai, o João Banana. A gente fazia um forró. Descia todo mundo. Da rua de cima, rua Monsenhor Horta, praça São Caetano, da praça Santo Antônio, do Gualaxo e Furquim. Quando dava meia-noite e soltava os fogos de artifícios, todo mundo se abraçava rezando Ave-Maria, Pai Nosso e agradecendo pelo ano que acabou, pedindo bênçãos para o próximo ano e para os doentes da comunidade. Depois, nós continuávamos a nossa festa, na maior alegria, e terminava umas três horas da manhã. No dia seguinte, passávamos na casa dos vizinhos.

Antônio José da Silva(Izé), morador de Paracatu de Baixo

[/vc_column_text][/thb_border][/vc_column][vc_column width=”1/3″][vc_column_text]

SUPERAÇÃO

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][thb_gap height=”30″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”2/3″][thb_border style=”style2″][vc_column_text]No Natal, a gente fazia lombo, pernil, porco e galinha caipira assados no fogão à lenha. A gente costumava pegar peixes também. Guardávamos os pequenos no congelador e usávamos os grandes na ceia. Arroz, macarrão, tutu e ovo caipira cozido era um dos pratos também. Para a sobremesa, era arroz doce no tacho e doces de laranja, limão, cidra, mamão e figo. Tudo “curtido”. Esses, minha mãe que fazia. A gente também ficava esperando o doce do Tio Nonó: de amendoim. Hoje, nós não temos nada disso mais.

Marlene dos Reis, moradora de Pedras

[/vc_column_text][/thb_border][/vc_column][vc_column width=”1/3″][vc_column_text]

DICERNIMENTO

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][thb_gap height=”30″][/vc_column][/vc_row]