Por que voltar a Bento?

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Fotos: Elvis Rodrigues, Larissa Pinto e Rafael Francisco

[/vc_column_text][thb_gap height=”45″][vc_column_text][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]Andar por Bento Rodrigues é encarar o efeito do descaso e da crueldade das grandes empresas. A marca do rejeito de minério, que devastou a comunidade há três anos e seis meses, ainda permanece no que restou de Bento. Apesar disso, o retorno dos(as) atingidos(as) à comunidade significa mais que experimentar o trauma iniciado naquele mês de novembro de 2015. Voltar a Bento Rodrigues se tornou um ato de luta e resistência.  [/vc_column_text][thb_gap height=”20″][vc_column_text][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]Por Marinalda Aparecida Silva Muniz e Marcos Muniz (Marquinhos)
Com o apoio de Larissa Pinto e Rafael Francisco[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][thb_gap height=”30″][vc_column_text][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]Para nós é difícil voltar, mas é uma forma de manter a nossa fé aqui. Até porque é muito difícil conviver em outra comunidade e participar de festividades, como a da Semana Santa, em outros lugares. Fora daqui somos meros espectadores. Nós voltamos para relembrar, para viver aqueles momentos que nós vivíamos aqui.
Bento não vai ser uma página virada e nunca vai ser substituído. Temos o objetivo de manter as atividades aqui, principalmente as religiosas.
É em Bento Rodrigues que estão as nossas memórias. Eu, por exemplo, nasci aqui. Os meus pais e os pais deles também nasceram nesse lugar. Bento Rodrigues é único. Despedir de Bento, depois que passamos esses dias de celebração, é viver a angústia, a espera, mais uma vez.

Marinalda Aparecida Silva Muniz, moradora de Bento Rodrigues

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Voltar significa resistência, além de demonstrar que gostamos daqui. Bento Rodrigues é o lugar onde planejamos viver. Eu peço a Deus para viver muitos dias depois que o reassentamento acontecer. Eu quero ver onde vamos chegar.
Bento Rodrigues é um patrimônio e não podemos perder esse lugar. Dentro dos diques têm currais de pedras, tem história. Os meus pais e meus avós estão sepultados aqui. É o lugar onde vivemos.
Se não frequentássemos aqui, desde o início, eles teriam feito o que quisessem com o lugar. O Ministério Público e até as empresas sabem que tem um número significativo de pessoas que não desejam que Bento seja deixado de lado. Então, a nossa permanência e a nossa volta são para mostrar resistência. Vamos continuar celebrando as festividades em Bento Rodrigues.

Marcos Muniz (Marquinhos), morador de Bento Rodrigues

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