8M: ato luta pela emancipação feminina e pelas atingidas da mineração

Mulheres estendem faixa na praça Tiradentes do movimento Olga Benário e "Luta pela vida"

Na terça-feira, 8 de março, a Frente Mineira de Luta das Atingidas e dos Atingidos pela Mineração (FLAMa-MG), junto com outros movimentos, como o Olga Benário, organizou um ato feminista marxista a favor dos direitos da mulher trabalhadora e da sororidade feminina. O ato também abordou a luta feminina pela reparação dos crimes socioambientais sofridos na região da Bacia do Rio Doce e por uma mineração mais justa e segura a todos e todas.

Aliliane Caetano, moradora do distrito ouropretano de Antônio Pereira, dividiu algumas de suas dores, como mulher e mãe, em morar perto de uma barragem que pode estourar a qualquer momento.

“Injustiça é a palavra certa, nós estamos sendo atingidas por uma barragem que não rompeu, quando começa a chover a gente não sabe se vai romper ou não, pessoas receberam o auxílio emergencial e outras não. Na nossa casa não chega água, chega lama. A gente perdeu a liberdade, a Vale tirou da gente a liberdade. Nosso psicológico fica abalado. Amanhã tem previsão de chuva, não sei se vai romper ou não, se vai dar tempo de fugir ou não. Estamos totalmente desamparados, pela prefeitura, pela Vale.”

Aliliane Caetano, moradora de Antônio Pereira

O evento teve início às 15h30 na Praça Tiradentes. O percurso do ato desceu as ruas Direita, Paraná e do Pilar, até a Prefeitura de Ouro Preto, onde a manifestação teve fim.

Pouco mais de 50 pessoas, em sua maioria mulheres, estiveram presentes para contestar a ordem vigente e lutar por uma sonhada igualdade de gêneros. “Nossa geração está cada vez menos tolerante com qualquer tipo de segregação, e hoje estamos lutando contra a feminina”, afirmou Maria Fernanda Vieira, estudante ativista do movimento Olga Benário.

Por Stephanie Locker