Oitavo aniversário do rompimento

Concebida e Clemilda estão cansadas de tanta enrolação das mineradoras que sempre postergam a reparação.

—  Cumadre Clemilda daqui uns dia fará 8 anos que distruiram nossa vida, saimus de casa achanu que logu nois istava vortanu e, já vai pra 8 anus e aqui loge du nossu lugar, nois está.

—  É veldade, tem hora que eu num consigu agreditá que até hoje nossas casa eles num consiguiru cunseltá, pamode nois pra elas vortá a morá.

—  Sabe que um dês teve a corage de me falá que a reparação tá demoranu cunseltá, por quarsa du vírus da covid que num dexô ês trabaiá, mais ai, cumadre me deu tanta raiva que eu falei u que ês num quiria iscutá, falei pra ês que pra acabá com u vírus, a ciência, mais que depressa, meu sinhô, uma valcina inventô, mas contra a demora de propositu da renova e das impresa que as criô só peganu com Deus, nossu sinhô.

—  Cumadre, as nossas vida só num ta piô que daqueles povu das guerra, que tem inocente morrenu dos dois lado é gente frageladu só, o meu Deus quanta dó. 

—  Cumadre, quar dus ladu ocê acha que ta ceutu? cumadre, prestenção nu que vô te falá, comu disse u presidenre Lula, nu meio do cáculu 21, u lugar de resolver uma pendenga e numa mesa de negociação, não num campu de guerra fazendu distruição, os dois ladu ta erradu, matanu mais inocente onde só a intolerância é u curpadu.

—  Numa guerra eu acho que só tem um ladu, iguar as pessoas atingidas por barrage ou por intulerância, aqui ou em quarqué lugar, só a paz e us insinamentu du fiu de Deus devia reiná, e pra tudu issu acabá, as pessoa devia isquece u odiu e u capitá e  u evangelho de Jesus aprendê a amá, pois só u amor, e a forma divina de amá pode todus us males curá.  

Créditos: Wandeir Campos